Todo mundo tem um desejo proibido, um fetiche, um segredo que muitas vezes não tem coragem de revelar nem para o próprio espelho... Pode ser uma coisa besta, como pode ser uma coisa séria... Pode ser querer sair com alguém casado, com o chefe, com alguém da família... Pode ser querer fazer sexo em locais públicos, em banheiros de restaurante, em carros, na sala de aula... Pode ser querer beijar alguém do mesmo sexo, participar de uma orgia ou simplesmente de um swing... Pode ser algum tipo de voyeur...
E a história começa em uma mesa de bar... Conhecemos a Ana, que era amiga do Eduardo... Bonitinha, peitudinha, com uma puta cara de vagabunda... Sentou conosco e continuamos a beber - essa era a primeira de inúmeras idas àquele bar... Quando ela foi ao banheiro o Edu confidenciou a nós: ela é bi. Isso mexeu com os ânimos da ala masculina da mesa. O João, em uma noite "eu nunca mais vou beber" ficou todo afoito, brincando que levaria a menina pra cama e realizaria uma de suas taras: comer duas ao mesmo tempo. E assim a conversa foi longe... Ela voltou à mesa e o assunto sexo não cessou - porém sem ninguém mencionar o fato dela ser bi...
Criei coragem e mandei uma mensagem pro João: "já beijei outra"... Ele pegou o celular, olhou pra mim com uma cara de espanto, soltou um grito: "sou um homem realizado!" e começou a vibrar... Ninguém entendeu nada, ou talvez ninguém estivesse sóbrio o suficiente para entender o que se passava na mesa... Só precisava um convite e, se a Ana topasse, sairíamos os três dali para o crime... Mas ele achou que aquilo seria muito arriscado, devido ao nosso altíssimo grau de embrigaguês... Ao final da noite a Ana pegou o Alê, nosso loirinho solteiro - o cara mais tímido do mundo... Eu e o João concluímos que nossa empreitada falhou...
Os dias que se seguiram foram confusos... O Alê falava da Ana o tempo todo... O João queria saber até onde minha frase era coisa de bêbado ou até onde aquilo poderia ir e a Ana me ligava todo dia (mas não ligava pro Alê). Contei pros meninos (menos pro Alê) das ligações e todos começaram fantasiar sair com as duas... E eu desconversando sempre...
Sóbrios e numa noite chuvosa eu e o João começamos falar sobre sexo - assunto que ficou rotineiro desde que saímos e não terminamos o serviço... Ele perguntou se eu tinha alguma fantasia e se estaria disposta a ajudá-lo com a dele... Eu disse que sim, desde que ele arrumasse a outra mulher, pois a maioria das que eu conheço jamais toparia algo assim... E acabei por revelar a minha: sair com dois homens... Ficamos os dois cheios de tesão com a possibilidade de sairmos a três e esse virou tema de nossas conversas: um prometendo isso ao outro e ele dizendo que arrumaria alguém legal...
Menos de uma semana depois saímos, a turma de sempre, no bar de sempre e ele virou pro Alê - que já não está mais com a Ana e disse que queria ter uma conversa séria com ele... Eu tive medo do que isso seria, ao mesmo tempo que tive um puta tesão, pois tudo levava a crer que o sério e tímido do Alê era o escolhido (e eu ainda não tinha conseguido pensar em ninguém). Os dois levantaram-se e foram ao banheiro. Fiquei na mesa com o restante da turma e minha embriaguês não permitiu que eu pensasse muito no tema da conversa...
Chegou a hora de irmos embora e fomos pro carro do João, o motorista da turma... Ele me puxou pelo braço e falou: "Hoje é o seu dia. Quer o Alê? Eu sei que você tem tesão por ele, e ele é quieto, não vai espalhar isso... Vamos acabar com você". Eu gelei. Não sabia pra onde correr. Tentei resmungar um não e ele disse: "Você está me atiçando há muito tempo! Não pretendo voltar pra casa de pau duro".
Entramos no carro e ele definiu o itinerário da turma... Geralmente deixamos o Alê, depois o Marcos, depois o Edu, eu e ele vai pra casa... O itinerário de hoje era estranho... O Alê seria o último, pois ele alegou aos outros que precisava de uma companhia sóbria pra voltar...
Deixamos o Edu em casa e ele falou: "É hoje! Tem um motel aqui! É só você falar que eu faço o retorno e vamos lá!". Eu estava sem ação. Ao mesmo tempo que meu tesão aumentava o medo e a vergonha tomavam conta de mim. O Alê estava com as mãos geladas, sua timidez tomou conta do momento. Seus olhos estavam vidrados e o João insistia: "vamos?". Topei. Essa era a maior loucura da minha vida - e provavelmente dos dois também.
Chegamos no motel e a atendente disse que teríamos que aguardar uns 20 minutos na garagem pois estavam limpando o quarto. Pensei em desistir. O João não deixou.
E lá estávamos os três no motel, dentro do Uno do João. Eu estava dura como uma pedra. O João passava a mão em minha perna e tirava sarro do Alê, que ameaçou encostar em mim algumas vezes e recolheu a mão. Passei para o banco de trás, onde estava o Alê e começamos a nos beijar... O João, que era quem estava mais a vontade com a situação batia uma no banco da frente, olhando a cena em seu momento voyeur... Nisso o quarto liberou e fomos.
Entrei e fui arrumar o "clima"... O excesso de luz iria atrapalhar. Apaguei todas as luzes, deixando apenas a que fica embaixo da cama... Liguei o rádio, que tocava algumas músicas do gosto dos três (que têm o mesmo gosto musical)... Olhei para eles e eles já estavam sem tênis (como disse uma amiga minha, homem pelado de meia é broxante). O João sentou na mesa e começamos nos amassos... Fiz mensão em tirar minha blusa e ele disse que eu não faria mais nada o resto da noite. Tirou o cinto e amarrou meus braços para o alto. Deu sua risada escrachada, chamou o Alê e disse: "Pega aqui. Agora ela é toda sua!". O Alê me jogou na cama e começou a me beijar. Em algum momento soltou minhas mãos e tiramos minha blusa. Ele caiu de boca em meus seios - a parte do meu corpo que mais gosto e que me dá mais tesão quando acariciada.
Logo senti que o João se aproximava... Abriu minha calça e me deixou apenas de calcinha. Enquanto o Alê me beijava e chupava meus seios ele passava sua mão sob minha calcinha. Era tudo o que eu sempre quis... Eu já estava doida... Arranquei a calça do Alê, que ainda estava muito tímido e comecei a masturbá-lo. Atrás de nós o João batia uma punheta e procurava camisinhas...
Virei-me pra ele, sentado novamente sobre a mesa e começamos a nos beijar... Ele me mordia com todo seu tesão e eu ficava louca por ter na cama dois homens tão diferentes... Um quieto, querendo carinhos e um vulcão, que prometia acabar comigo...
Fiquei de quatro na cama e comecei a fazer o boquete mais delicioso da minha vida... O pau do Alê era maravilhoso e o João fazia sua parte, me comendo... Não demorou muito para minha primeira gozada. Quando o João percebeu ele saiu de dentro para que eu pudesse ser comida pelo Alê também. Aproveitei que ele estava deitado na cama e fui pra cima dele. Precisava sentir aquele pau duro entrando em mim. Não tardou a segunda gozada. O João me puxou pelo cabelo e fui fazer a boquete que ele queria. Meu tesão era tanto que perdi alguns fatos. Não sei dizer quem ligou a hidro. Sei que estávamos os três lá...
Voltei e tomei uma ducha. Os dois combinaram algo. O voyeur agora era o Alê. O João partiu para cima de mim, me segurando pelo cabelo, me enchendo de mordidas e tapas. Ele é mais forte que eu, o que tornava minha resistência mais difícil. Sussurrava em meu ouvido se era isso que eu queria e que ia acabar comigo. Eu tinha mais e mais tesão quando ele saiu da cama, mandando que o Alê me pegasse. Enquanto ele foi pra ducha o Alê acabou comigo...
Fiquei na cama com aquela sensação de êxtase, olhando os dois de toalha no quarto. Tomei a ducha e deitei no colo do Alê. Tirei um cochilo. Acordei com os dois me chamando, pois ainda tínhamos algum tempo no motel e eles ainda queriam me deixar louca.
Saímos do motel às 6h da manhã. Fui deixada em casa primeiro. Caí na minha cama e adormeci, sentindo o cheiro daqueles dois machos que me possuíram por três horas na noite mais maluca da minha vida...