Loka


Segunda-feira , 22 de Dezembro de 2008


Um novo amor...

Depois de anos vidrada em um único cara conheci outro "meio século" (como chamou minha amiga) gostoso... A gente se conheceu em um dos cursos motivacionais da empresa. Ele veio com um papinho de "vc é a cara da minha ex namorada" e eu caí nessa cantadinha sem vergonha. Comecei a reparar em tudo o que ele fazia ou falava e, quando percebia já estava pensando nele. Fiquei arrependida de não passar meu telefone pra ele, e o curso acabou.

Quis o destino que nos encontrássemos novamente em outro curso da empresa. Dessa vez decidimos fazer uma loucurinha e trocar o telefone, mesmo duvidando que um ligaria para o outro. Ele duvidava pois eu sou mais nova que ele, eu duvidava porque ele é casado (com direito a aliança e tudo mais). E de repente estávamos lá, os dois bobos trocando mensagem. Ele, cipeiro, veio com a brincadeira de dizer que "sei lidar com um extintor como ninguém" e eu, rindo duvidei (aliás, sempre duvido, rs).

Marcamos de nos encontrar e exitei se deveria ou não ir. Fui porque minha curiosidade era maior que meu medo de dar tudo errado. Cheguei no ponto de encontro e o vi da mesma forma que eu: excitado e nervoso. Excitados por estarmos com a sexualidade à flor da pele e nervosos por ser a primeira vez, e por sermos colegas de empresa...

Depois de uns minutinhos de conversa fiada, começamos a dar uns beijos calientes. No começo nossas bocas não se encaixaram, e tive medo do fracasso do econtro. Nos aproximamos mais e a química rolou. Em pouco tempo não tinha mais roupa na jogada e estávamos jogando com nossa sexualidade. Onde ele tocava eu estremecia e ele ria, dizendo que adorava mulher com orgasmos múltiplos. Em poucos segundos eu já estava entregue àquele homem que acabava de conhecer e que provavelmente nunca mais veria na vida...

Ele interrompeu as preliminares no auge do meu êxtase e me deu a notícia que me preocuparia: "tenho ejaculação precoce". Logo pensei que nosso sexo estaria fadado a uns amassos muito bons e uma trepada sem sucesso. Ele pegou uma camisinha que "retarda a ejaculação" e foi... Gozei uma, duas, três, dez, mil vezes e ele não parava. Eu não sabia se aquilo molhado em mim era o meu gozo ou o gozo dele. Não conseguia definir se aquele homem com ejaculação precoce tinha ou não gozado (aliás, nem a camisinha eu sentia mais). Ele me mudava de posição e me penetrava das mais variadas formas, sem ao menos tirar de dentro. Eu já não tinha forças para reagir, e não queria que ele parasse nunca. Já fazíamos sexo a quase uma hora e ele estava a todo vapor. Ele estava delicioso.

Não sei dizer o que se passou, só sei dizer a itensidade daquilo tudo. Fecho os olhos e sinto seu cheiro. Sinto seu gosto, sinto seu toque em meu corpo. Ele virou meu vício, minha cocaína e, mesmo com os varios km de distância ainda o quero. Fico esperando que ele me ligue, me mande msg, entre na net. Já percebi que isso vai me fazer mal... Mas eu o quero... Agora e de novo...

Escrito por Loka às 23h16
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Segunda-feira , 06 de Outubro de 2008


Amigos

Saí com os amigos. Decidimos beber e dançar. Nada de mais. Exceto por termos namorados (todos nós) e os namorados não irem.

Com o álcool fazendo efeito fomos dançar. Duas mulheres, quatro caras. Tinha tudo pra dar errado. Começou a tocar funk. Começamos a fazer coreografias e tudo aquilo que os marmanjos adoram olhar. Eu e a Carol estávamos doidas. Os quatro não ficavam atrás. O Marcio começou a se esfregar na Carol, no ritmo frenético da música. Não deixei por menos. Juntei na cintura dele e ele começou a se deliciar com duas morenas ao seu dispor. Os outros três não podiam deixar barato, e logo nos tiraram para dançar. Aquilo tudo era muita loucura. Estávamos em um "ninguém é de ninguém". Os outros homens que estavam no local se deliciavam em ver a cena. Estávamos entre amigos e ninguém se importou com as mãos bobas ou com as baixarias dançadas e coreografadas.

Decidi beijar o Leandro. Estava doida por ele há muito tempo. Levei-o para fora da roda e começamos a dançar, rosto com rosto, respiração com respiração, olhos nos olhos. Faltavam centímetros pro beijo acontecer. Talvez milímetros. Dava para sentir o calor da sua boca. Pensei em tomar a iniciativa, mas tive medo da sua reação. Decidi esperar. O Márcio, o mais sensato da turma, decidiu me repreender e parar com a brincadeira. Tinha testemunhas demais no local.

Saímos dali e fomos para um lugar mais calmo. O Lê já estava fora de si depois das tequilas que tomou. Eu já estava bem menos bêbada e já conseguia ouvir e concordar com a bronca que estava tomando. Realmente seria uma burrice sem limites aquele beijo. Tinha tudo pra dar errado. Sentei no sofá e comecei a brincar com a Carol de apertar a bunda dos meninos, para ver qual era o mais gostoso. Nisso o Alan sentou ao meu lado. Nunca tivemos muito contato, mas de uns tempos prá cá eu vinha sonhando com ele. Ele havia invadido meus pensamentos de uma forma estranha.

Deitamos no sofá e começamos falar sacanagem um para o outro. Eram quatro da manhã e eu tinha que ir embora. Ele não queria deixar, dizendo que a noite só estava começando. O Márcio já estava ficando maluco do outro lado, pois estava de carona e precisava que fôssemos embora logo. Eu e o Alan, os donos dos carros, não estávamos muito interessados na sua pressa. Quando eu insisti que precisava ir, ele me puxou e disse que eu não ia sair dali sem dar um beijo nele.

Saímos correndo feito dois adolescentes para nos esconder em algum lugar e fugir dos olhos do resto da turma. Encontramos um canto atrás de um telão e começamos os amassos. Eu nunca poderia imaginar o quão gostoso ele era. Um beijo maravilhoso, uma mão gostosa. Eu queria que aquilo nunca acabasse, que nunca tivesse que ir embora. Há tempos não me sentia tão desejada. Mas precisava ir embora, e o Márcio não parava de ligar no meu celular.

Voltamos onde estavam todos. Aí descobrimos a cagada. No meio dos amassos retiraram o telão que estava nos escondendo. Nossos colegas viram toda aquela cena picante. O Márcio tentou me dar um sermão, mas o deixei falando sozinho e fui para a fila de saída. Ele aplicou o sermão no Alan, que ficou com a consciência pesada.

Entramos no carro e ele recomeçou a ladainha. Parei o carro, já nervosa. Afinal, porque ele estava me controlando daquele jeito? Começamos a discutir como há muito não fazíamos. De repente estávamos envoltos em um beijo de cinema, daqueles cheios de tesão. Foi aí que ele revelou: não queria que eu fosse de ninguém naquela noite: somente sua...

Escrito por Loka às 02h08
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4 anos

O tempo passa. O último beijo foi há 4 anos, que se completam no próximo dia dez. E ainda sinto tesão por você. Ainda te quero comigo, quero que você seja meu, quero ser sua.

Um dia pedi uma foto sua. Você me disse que estava feio, estava velho. Tive medo de te ver novamente. Mas criei coragem e fui. Te achei mais lindo que nunca. Seu sorriso continua o mesmo. Seu olhar ainda é penetrante.

Não consegui ficar longe. Tive que dar um jeitinho e ir até a cozinha. Sim, aquela mesma cozinha de antes. Tudo acontecendo aos olhos de todo mundo. Um beijo. Era tudo o que queria.

E lá estava você, me colocando contra a parede, me fazendo ser sua. Senti o calor dos seus braços, o fogo do seu corpo, suas mãos me possuindo, sua boca na minha. Bolsa, óculos, papéis, tudo ao chão naquele tesão incontrolável. Minha vontade era arrancar sua roupa e ser sua ali mesmo. Fodam-se as pessoas. Era só você e eu. Como era antes.

Eu achei que ia me controlar. Eu achei que você não teria coragem. Eu achei que íamos dar uma novamente... Saudades... Aliás, esse blog sempre será prá você... Por mais que eu conte de outras aventuras, ele é seu... Tesão...

Escrito por Loka às 01h44
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Terça-feira , 13 de Maio de 2008


Às vezes...

Às vezes eu não queria ser assim... Queria ser mais tranqüila, menos ousada, menos doida...

Queria me apaixonar por uma pessoa somente, ter um amor para a vida inteira e não esse carrossel de emoções...

Queria que meu amor estivesse sempre comigo, me mimando, me agradando...

Queria que ele fosse só meu... E eu só dele...

Queria ter menos coragem de agir... E mais coragem de dizer não...

Queria, queria, queria...

Desculpem o desabafo...


 

Hoje estou com um mau pressentimento sobre alguém que gosto muito... Acho que nunca mais poderei falar com ele... Como ele diz... Feeling...

Escrito por Loka às 00h18
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Quinta-feira , 01 de Maio de 2008


Taras, desejos, fetiches...

Todo mundo tem um desejo proibido, um fetiche, um segredo que muitas vezes não tem coragem de revelar nem para o próprio espelho... Pode ser uma coisa besta, como pode ser uma coisa séria... Pode ser querer sair com alguém casado, com o chefe, com alguém da família... Pode ser querer fazer sexo em locais públicos, em banheiros de restaurante, em carros, na sala de aula... Pode ser querer beijar alguém do mesmo sexo, participar de uma orgia ou simplesmente de um swing... Pode ser algum tipo de voyeur...

E a história começa em uma mesa de bar... Conhecemos a Ana, que era amiga do Eduardo... Bonitinha, peitudinha, com uma puta cara de vagabunda... Sentou conosco e continuamos a beber - essa era a primeira de inúmeras idas àquele bar... Quando ela foi ao banheiro o Edu confidenciou a nós: ela é bi. Isso mexeu com os ânimos da ala masculina da mesa. O João, em uma noite "eu nunca mais vou beber" ficou todo afoito, brincando que levaria a menina pra cama e realizaria uma de suas taras: comer duas ao mesmo tempo. E assim a conversa foi longe... Ela voltou à mesa e o assunto sexo não cessou - porém sem ninguém mencionar o fato dela ser bi...

Criei coragem e mandei uma mensagem pro João: "já beijei outra"... Ele pegou o celular, olhou pra mim com uma cara de espanto, soltou um grito: "sou um homem realizado!" e começou a vibrar... Ninguém entendeu nada, ou talvez ninguém estivesse sóbrio o suficiente para entender o que se passava na mesa... Só precisava um convite e, se a Ana topasse, sairíamos os três dali para o crime... Mas ele achou que aquilo seria muito arriscado, devido ao nosso altíssimo grau de embrigaguês... Ao final da noite a Ana pegou o Alê, nosso loirinho solteiro - o cara mais tímido do mundo... Eu e o João concluímos que nossa empreitada falhou...

Os dias que se seguiram foram confusos... O Alê falava da Ana o tempo todo... O João queria saber até onde minha frase era coisa de bêbado ou até onde aquilo poderia ir e a Ana me ligava todo dia (mas não ligava pro Alê). Contei pros meninos (menos pro Alê) das ligações e todos começaram fantasiar sair com as duas... E eu desconversando sempre...

Sóbrios e numa noite chuvosa eu e o João começamos falar sobre sexo - assunto que ficou rotineiro desde que saímos e não terminamos o serviço... Ele perguntou se eu tinha alguma fantasia e se estaria disposta a ajudá-lo com a dele... Eu disse que sim, desde que ele arrumasse a outra mulher, pois a maioria das que eu conheço jamais toparia algo assim... E acabei por revelar a minha: sair com dois homens... Ficamos os dois cheios de tesão com a possibilidade de sairmos a três e esse virou tema de nossas conversas: um prometendo isso ao outro e ele dizendo que arrumaria alguém legal...

Menos de uma semana depois saímos, a turma de sempre, no bar de sempre e ele virou pro Alê - que já não está mais com a Ana e disse que queria ter uma conversa séria com ele... Eu tive medo do que isso seria, ao mesmo tempo que tive um puta tesão, pois tudo levava a crer que o sério e tímido do Alê era o escolhido (e eu ainda não tinha conseguido pensar em ninguém). Os dois levantaram-se e foram ao banheiro. Fiquei na mesa com o restante da turma e minha embriaguês não permitiu que eu pensasse muito no tema da conversa...

Chegou a hora de irmos embora e fomos pro carro do João, o motorista da turma... Ele me puxou pelo braço e falou: "Hoje é o seu dia. Quer o Alê? Eu sei que você tem tesão por ele, e ele é quieto, não vai espalhar isso... Vamos acabar com você". Eu gelei. Não sabia pra onde correr. Tentei resmungar um não e ele disse: "Você está me atiçando há muito tempo! Não pretendo voltar pra casa de pau duro".

Entramos no carro e ele definiu o itinerário da turma... Geralmente deixamos o Alê, depois o Marcos, depois o Edu, eu e ele vai pra casa... O itinerário de hoje era estranho... O Alê seria o último, pois ele alegou aos outros que precisava de uma companhia sóbria pra voltar...

Deixamos o Edu em casa e ele falou: "É hoje! Tem um motel aqui! É só você falar que eu faço o retorno e vamos lá!". Eu estava sem ação. Ao mesmo tempo que meu tesão aumentava o medo e a vergonha tomavam conta de mim. O Alê estava com as mãos geladas, sua timidez tomou conta do momento. Seus olhos estavam vidrados e o João insistia: "vamos?". Topei. Essa era a maior loucura da minha vida - e provavelmente dos dois também.

Chegamos no motel e a atendente disse que teríamos que aguardar uns 20 minutos na garagem pois estavam limpando o quarto. Pensei em desistir. O João não deixou.

E lá estávamos os três no motel, dentro do Uno do João. Eu estava dura como uma pedra. O João passava a mão em minha perna e tirava sarro do Alê, que ameaçou encostar em mim algumas vezes e recolheu a mão. Passei para o banco de trás, onde estava o Alê e começamos a nos beijar... O João, que era quem estava mais a vontade com a situação batia uma no banco da frente, olhando a cena em seu momento voyeur... Nisso o quarto liberou e fomos.

Entrei e fui arrumar o "clima"... O excesso de luz iria atrapalhar. Apaguei todas as luzes, deixando apenas a que fica embaixo da cama... Liguei o rádio, que tocava algumas músicas do gosto dos três (que têm o mesmo gosto musical)... Olhei para eles e eles já estavam sem tênis (como disse uma amiga minha, homem pelado de meia é broxante). O João sentou na mesa e começamos nos amassos... Fiz mensão em tirar minha blusa e ele disse que eu não faria mais nada o resto da noite. Tirou o cinto e amarrou meus braços para o alto. Deu sua risada escrachada, chamou o Alê e disse: "Pega aqui. Agora ela é toda sua!". O Alê me jogou na cama e começou a me beijar. Em algum momento soltou minhas mãos e tiramos minha blusa. Ele caiu de boca em meus seios - a parte do meu corpo que mais gosto e que me dá mais tesão quando acariciada.

Logo senti que o João se aproximava... Abriu minha calça e me deixou apenas de calcinha. Enquanto o Alê me beijava e chupava meus seios ele passava sua mão sob minha calcinha. Era tudo o que eu sempre quis... Eu já estava doida... Arranquei a calça do Alê, que ainda estava muito tímido e comecei a masturbá-lo. Atrás de nós o João batia uma punheta e procurava camisinhas...

Virei-me pra ele, sentado novamente sobre a mesa e começamos a nos beijar... Ele me mordia com todo seu tesão e eu ficava louca por ter na cama dois homens tão diferentes... Um quieto, querendo carinhos e um vulcão, que prometia acabar comigo...

Fiquei de quatro na cama e comecei a fazer o boquete mais delicioso da minha vida... O pau do Alê era maravilhoso e o João fazia sua parte, me comendo... Não demorou muito para minha primeira gozada. Quando o João percebeu ele saiu de dentro para que eu pudesse ser comida pelo Alê também. Aproveitei que ele estava deitado na cama e fui pra cima dele. Precisava sentir aquele pau duro entrando em mim. Não tardou a segunda gozada. O João me puxou pelo cabelo e fui fazer a boquete que ele queria. Meu tesão era tanto que perdi alguns fatos. Não sei dizer quem ligou a hidro. Sei que estávamos os três lá...

Voltei e tomei uma ducha. Os dois combinaram algo. O voyeur agora era o Alê. O João partiu para cima de mim, me segurando pelo cabelo, me enchendo de mordidas e tapas. Ele é mais forte que eu, o que tornava minha resistência mais difícil. Sussurrava em meu ouvido se era isso que eu queria e que ia acabar comigo. Eu tinha mais e mais tesão quando ele saiu da cama, mandando que o Alê me pegasse. Enquanto ele foi pra ducha o Alê acabou comigo...

Fiquei na cama com aquela sensação de êxtase, olhando os dois de toalha no quarto. Tomei a ducha e deitei no colo do Alê. Tirei um cochilo. Acordei com os dois me chamando, pois ainda tínhamos algum tempo no motel e eles ainda queriam me deixar louca.

Saímos do motel às 6h da manhã. Fui deixada em casa primeiro. Caí na minha cama e adormeci, sentindo o cheiro daqueles dois machos que me possuíram por três horas na noite mais maluca da minha vida...

Escrito por Loka às 22h04
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Segunda-feira , 18 de Fevereiro de 2008


Professor

Que tesão é esse que sinto por professores??? Claro que não são todos eles, na maioria dos casos o crime não compensa.

Lembro que tinha um professor no colegial. Eu ia fazer aula particular com ele para tirar algumas dúvidas da matéria (dúvidas que não existiam). Mas queria que ele percebesse que eu tinha interesse na matéria... É claro que naquela época eu não ia fazer nada...

Há algum tempo fiz um curso em meu serviço... Novamente me apaixonei pelo instrutor (que não deixa de ser um professor). Ele passava o dia me explicando o serviço e falando sacanagens ao meu ouvido. Era ótimo.

Mas nenhum esses é o tema desse post... O personagem deste eu conheci em um outro curso que fiz. Ficamos bem amigos durante o curso, pensei em chamá-lo para sair mas a coragem me faltou (além de eu achar que era uma pira da minha cabeça).

Era nossa última noite juntos. Se eu quisesse algo, aquela era a última chance. Escolhi um lugar ao seu lado naquela longa mesa. Eu deveria ser discreta, mas ao mesmo tempo direta. Deveria embriagá-lo aos poucos, mas parando no ponto exato. No ponto onde eu poderia dominá-lo, controlá-lo e convencê-lo que era exatamente isso que ele queria - e que ele queria ir para um outro lugar (mesmo que esse outro lugar fosse outro bar, sem a presença da turma). Eu queria um beijo. Nada mais.

Fui pedindo os chopps. Sempre dois. Ele ria e conversávamos a sós. A mesa sumia em muitos momentos. Confidenciávamos coisas. Marcávamos encontros para o futuro. De repente o pedido que já era por mim conhecido: "pede uma coca? parei com a cerveja...". Tomei o copo da não dele, como já havia feito em outras ocasiões e matei a cerveja que lá havia (não pode desperdiçar). Ele nunca pedia a coca. Acho que tinha vergonha dos outros homens da mesa.

Decidiram ir embora. Íamos de taxi. Dei um jeitinho para pegar taxi com ele. Fomos em quatro no carro. Devido à falta de espaço ele passou o braço sobre meu ombro. Sua mão repousou sobre mim. Fiquei curtindo o momento. Seu perfume me deixava excitada. Queria dar-lhe um beijo. Mas aquele não era o local. Em minha mente nossos momentos juntos passaram como um filme. Mandei uma mensagem no celular: "assim fico com vontade de agarrar o instrutor". Ele não leu na hora. Aliás, eu nem queria que ele lesse a mensagem.

Fiquei em meu destino. Dei um longo e apertado abraço, um beijo em seu rosto. Guardei seu perfume em minha memória. Talvez, depois da mensagem lida eu não teria mais essa oportunidade...

Meu celular tocou... Era uma mensagem... Fiquei com medo de ler... Podia ser uma confirmação ou uma rejeição... Criei coragem e li: "eu também"... No dia seguinte desviávamos o olhar. Tudo havia se acabado, não nos veríamos mais... Dei-lhe o último abraço... E ainda penso: dois lerdos...


Nos primeiros dias é assim: fico inspirada... Espero ter histórias até o fim...


Escrito por Loka às 22h26
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Motel...

Sua mensagem ao celular era inconfundível... "Hoje?". Bastava eu dizer sim ou não. Meu "sim" ia seguido de um "que horas eu te pego?" e meu "não" logo tinha a resposta "então quando?". Nesse dia eu disse "sim". Estava explodindo de dor de cabeça, mas passei para pegá-lo. Ele dirige. Assim não preciso dizer onde vamos. E a chuva caía gostoso.

Na saída da cidade sua cara de safado perguntava "onde" e eu dava de ombros "onde quiser". Decidimos variar. Escolhemos um ao acaso. Mas tinha fila de espera. Soltei um "isso só acontece comigo!". Fomos para o motel ao lado. Ele pediu a suíte (com banheira e frigobar, segundo a placa na entrada). E eu sempre penso "prá que raios o frigobar, se ninguém vai lá prá beber???".

Suíte 14. Um local com cara de muquifo (não sei explicar o porquê, mas quando estou com ele não me importo em ir nesses locais; mas quando é com o outro, não consigo...). Começamos os amassos e mandei ele parar. Sou nojenta. Quando começo a pensar que a mão passou por locais sujos (isso inclui o volante do carro) perco o tesão. Pedi que ele lavasse a mão. Como ele já conhece essa minha mania, foi sem contestar. A porta do banheiro estava trancada. Ligamos na recepção. A mulher disse que ia mandar alguém para ver a porta.

Imagine a cena: você, no motel, descabelada, sem camisa, ofegante e a tiazinha da limpeza indo lá destrancar a porta do banheiro da suíte. Você coloca a roupa, finge naturalidade (aquela mesma naturalidade de quem vai ao ginecologista ou se troca no vestiário do clube). Nisso a tiazinha liga pra outra tiazinha "tá trancado mesmo! será que a gente podia usar esse quarto? não era ele que estava em manutenção?" e, virando para nós: "moço, desculpe mas esse quarto estava em manutenção. quer aguardar a outra suíte? ou quer um quarto?". Antes que ele pudesse responder eu me adiantei "um quarto, por favor!" (a sensação de entrar em um quarto que estava ocupado e que foi limpo às pressas não é das melhores...).

O que aconteceu no quarto não é parte relevante dessa história... Somente a desventura do quarto em reforma (isso já aconteceu uma vez, com outra pessoa; conto em outra história).


(Prá primeiro post acho que ficou legal... Prometo algo mais caliente nos próximos, rs. Aceito comentários e sugestões...)

Ao som de Biquini Cavadão...

Escrito por Loka às 21h48
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Achei...

Achei esse blog... Ele foi criado em 2005 com a finalidade de contar um caso que tive... Mas por falta de inspiração, por saudade ou por achar que ele não valia a pena, abandonei o projeto...

Hoje, no banho decidi criar outro blog para contar rolos. Serão rolos sem data, sem cidade, sem nomes. Rolos que vou lembrando de forma aleatória e que provavelmente não terão uma seqüência cronológica (e nem lógica).

Aos amigos, vale lembrar que passei o link para se divertirem. Nos comentários não revelem nomes. Apenas coloquem iniciais ou algo que me faça saber quem escreveu. Fora do blog, não façam perguntas... Talvez eu não as responda, talvez eu desconheça... Aliás, "loka" não é ninguém... É apenas um personagem... As histórias podem ser reais ou fictícias... Podem ser minhas ou que apenas ouvi... Você pode se encontrar no meio delas... Ou não...

Beijos e boa leitura...

Escrito por Loka às 21h32
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Quarta-feira , 05 de Outubro de 2005


O início...

Comecei a trabalhar com ele e confesso que nunca tinha reparado nele. Era apenas mais um e, na minha opinião queria comer a gostosinha sistemática. Toda hora estava se esfregando nela. Ganhou das minhas amigas o simpático apelido de tarado. Era ele e um outro... Os dois tarados.

Eu o considerava meio sério, fechado. Fazia suas brincadeiras com a mulherada mas nunca tinha me dado muita moral. Tinha a mania de dizer que "VOU PASSAR A VARA EM TODAS VOCÊS", mas nunca passou de uma ameaça.

É casado (desculpem a sinceridade, mas a "patroa" parece o Alceu Valença - e essa opinião não é minha !!! Mas a descrição me ajudou na posterior identificação dela). Então o tarado é casado com a Alceu. Facilita as coisas.

Todo final de semana eu ia prá casa. Como a casa dele era caminho eu dava carona até a entrada da cidade e Alceu ia buscá-lo. Nunca dei muita atenção a esse fato (depois descobri que ele morava do outro lado da cidade). Nessas caronas ele comentava comigo e com minha amiga sobre seu casamento... Às vezes a gente ouvia coisas do tipo "estou a 10 dias sem meter". Na semana seguinte "estou a 20 dias sem meter". Essa conta atingiu a marca dos 40 dias... Depois paramos de acompanhar... Acabei ficando mais amiga dele com o tempo. Começamos a deixá-lo próximo à sua casa e um dia ele pegou o número do meu celular (mas passar o dele jamais!).

É aí que a baixaria começa... Uma quinta-feira eu estava trabalhando e ele passou. Ele tem o sorriso mais gostoso, mais safado, mais sem vergonha que conheço. E com ele sorriso nos lábios ele me olhava com seu celular na mão. BIP! Recebi uma mensagem "VAMOS DAR UMA MISTURADA?". Olhei prá ele e disse meio rindo: "perdeu a vergonha na cara mesmo!". Ele pediu mil desculpas e disse que mandou para a pessoa errada. Eu, que já tinha uma dúvida em minha mente tomei uma decisão: não daria carona para ele naquele dia (eu ia folgar a sexta-feira), pois iria ter que viajar com o tarado sozinha... Ele só percebeu minha ausência no dia seguinte, quando não teve carona...

Escrito por Loka às 22h53
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Segunda-feira , 08 de Agosto de 2005


A história...

Essa é a história de um louco e uma louca que um dia se encontraram sem querer.

Escrito por Loka às 22h05
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